Princípios
básicos sobre a pressão alta
E se você soubesse que há um assassino silencioso à
espreita, só esperando para atacar a próxima vítima? E, pior, se soubesse que
há 25% de chance de essa vítima ser você, ficaria preocupado? Faria tudo o que
pudesse para se proteger? Claro que faria. Pois bem, tudo isso é verdade e o
assassino misterioso é a pressão alta em seu sangue.
E por que a pressão alta (também chamada de
hipertensão) é tão perigosa? A pressão sangüínea fora de controle pode levar a
vários problemas de saúde graves. Um terço das pessoas que têm pressão alta nem
sabe disso, e quando descobre já é tarde demais.
Cada vez que seu coração bate, ele bombeia cerca de
60 a 90 mililitros de sangue. Quando você está relaxado, ele faz isso de 60 a
80 vezes por minuto (ou mais de 100 mil vezes por dia). Fazendo as contas, seu
coração bombeia, todos os dias, mais ou menos 7.500 litros de sangue através
dos cerca de 96.500 km de vasos sangüíneos de seu corpo! Se o sangue
encontra qualquer resistência enquanto flui pelos vasos, ele faz mais força
contra as paredes de suas artérias, aumentando a pressão sangüínea e fazendo
com que seu coração tenha de bater ainda mais forte. E é aí que começam os
problemas.
Neste artigo, vamos explorar as causas, sintomas e
fatores de risco da pressão alta, assim como as diversas opções de tratamento,
desde a medicina tradicional até as curas alternativas. Vamos começar olhando o
problema pelo lado científico:
Definição
A hipertensão, ou pressão alta, refere-se à
constante pressão elevada nas artérias, que carregam o sangue do coração
para o corpo todo. O excesso de força nas paredes das artérias pode
danificá-las e acabar restringindo o fluxo sangüíneo para o coração, rins e
cérebro, o que leva a ataques cardíacos, insuficiência renal e derrame.
Causas
Apesar de muitas pessoas acreditarem que a
hipertensão é causada por atividade ou tensão extremas, essa teoria nunca foi
comprovada.
Quando não se descobre nenhuma causa subjacente
para a hipertensão, ela é chamada de hipertensão primária ou essencial. Se
outra doença, como doença renal ou endócrina, causar o aumento da pressão
sangüínea, ela é chamada de hipertensão secundária.
Fatores de risco
Ao contrário das crenças populares, não há um tipo
definido de pessoa hipertensa. No entanto, algumas pessoas são mais
suscetíveis a desenvolver pressão alta do que outras. A hereditariedade parece
ser um fator importante: pessoas cujos pais têm hipertensão têm um risco maior
de ter a doença. No passado, a hipertensão era atribuída ao envelhecimento, mas
evidências atuais indicam que a idade não é um fator principal. A incidência de
hipertensão em mulheres negras, crianças ou adultas, é duas vezes maior do que
em mulheres brancas.
Excesso de peso, estresse prolongado, fumo, bebidas
e excesso de sódio na alimentação (que causa retenção de líquidos) também podem
aumentar a pressão sangüínea, especialmente em pessoas com tendência à
hipertensão. Também há indícios de que o uso de pílulas anticoncepcionais pode
contribuir para o aumento da pressão. No entanto, a probabilidade disso é maior
em mulheres que estão acima do peso, que têm outros fatores de risco para a
hipertensão (como o fumo) ou cujos pais têm hipertensão.
Sintomas
Como mencionamos anteriormente, a hipertensão
também é chamada de "o assassino silencioso", pois costuma não
apresentar sintomas óbvios. Uma pessoa pode ter pressão sangüínea alta por
anos, sem perceber quaisquer sinais externos. Os sintomas possíveis incluem dor
de cabeça, fadiga, tontura, rubor da face, zunido no ouvido e freqüentes
sangramentos no nariz. No entanto, esses sintomas também podem ser causados por
outros problemas.
Diagnóstico
Para diagnosticar a hipertensão, basta fazer um
teste simples, sem riscos e sem dor, usando um estetoscópio e um esfigmomanômetro
(aparelho que mede a pressão sangüínea). A pressão sangüínea é medida em uma
artéria principal do braço. O fluxo de sangue nessa artéria é fechado (com a
faixa inflável do esfigmomanômetro) e depois liberado, enquanto se ouve a
pulsação arterial com o estetoscópio.
Apesar de a pressão diastólica ser
consideravelmente menor do que a sistólica, ainda há pressão no corpo quando o
coração está enchendo. Ambos os valores são importantes para o diagnóstico. Uma
pressão sistólica estranhamente alta pode significar que o coração está
bombeando forte demais ou que as artérias estão rígidas. Já a pressão
diastólica significa que as artérias estão com o tônus muscular ou resistência
altos demais.
A pressão sangüínea normal é de cerca de 80/46 no
nascimento e sobe conforme vamos envelhecendo. A pressão normal em adultos é
de aproximadamente 120/80.
Tratamento
Felizmente, a hipertensão costuma responder bem aos
tratamentos. Quando o problema é leve (pressão de cerca de 140/90) e não há
indicações de outras doenças, um médico pode sugerir mudanças no estilo de vida
antes de receitar medicamentos. Essas mudanças podem incluir perda de peso, um
programa de exercícios regulares e limitação da ingestão de sódio - que
afeta o equilíbrio e volume de líquidos e, conseqüentemente, a pressão.
Controlar o sódio na alimentação requer a diminuição do sal de mesa e a leitura
cuidadosa dos rótulos de alimentos e remédios. Caso seja necessário um remédio,
o médico pode receitar um ou vários medicamentos. As drogas normalmente
receitadas incluem diuréticos, inibidores da enzima conversora de angiotensina
(ACE), betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio.
Fonte: www.saude.hsw.uol.com.br


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